|
Perfil
Foto do membro
Opções
Quem sou eu
Stephen Carpenter não escreveu sobre ele(a).
Informações pessoais
Stephen Carpenter
24 anos
Masculino
Minas Gerais
Nascido em: Jun-4-1986
Interesses
Sem informação
Outras informações
Cd Favorito:: Sem informação
Estatísticas
Cadastrado em: 24-December 07
Visualizações: 803*
Última atividade: 23rd August 2010 - 03:45 PM
Horário local: Sep 7 2010, 09:57 PM
768 posts (1 posts por dia)
Contatos
Sem informação
Sem informação
Sem informação
Sem informação
* As visualizações do perfil são atualizadas de hora em hora
|
Tópicos
Posts
Comentários
Amigos
Meu Conteúdo
23 Feb 2009
QUOTE G1 lista os 15 discos essenciais para entender o grunge
Estilo foi popularizado por bandas como Nirvana e Mudhoney. Período compreende obras lançadas de 1984 a 1996. Nos 20 anos do disco "Superfuzz Bigmuff" e da gravadora Sub Pop, o G1 listou os 15 álbuns essenciais para entender o estilo que trouxe ao mundo bandas como Nirvana, Mudhoney e Soundgarden. Como critério de seleção, foram escolhidas apenas obras lançadas entre 1984 (ano em que as bandas de Seattle começaram a misturar punk com metal, segundo o pesquisador e escritor Michael Azerrad) e 1996 (ano em que o Soundgarden lançou "Down on the upside" e o Screaming Trees lançou "Dust", seus últimos discos de estúdio). Todos os grupos e discos selecionados já foram classificados como grunge por mais de uma fonte escrita ou apresentam elementos musicais tidos por pesquisadores, jornalistas e nomes essenciais do grunge como pontos comuns aos grupos do gênero: na música, o uso de distorção difusa nas guitarras, alternância entre levadas arrastadas e rápidas, divisão rítmica stop-start (quando a música seca abruptamente, para voltar com força em seguida) e influências de rockabilly, garage rock, punk, pós-punk, metal, hardcore e indie rock; nas letras, ironia, sarcasmo, auto-humor, crítica social, revolta, desespero, sentimento de inferioridade e referências ao uso de drogas. ![]() In utero - Nirvana (Geffen, 1993) Quando o mundo ainda digeria a explosão de "Nevermind", o Nirvana surpreendeu novamente com um disco mais cru, agressivo e pesado. Ao mesmo tempo, porém, "In utero" trazia um Kurt Cobain introspectivo, com baladas inspiradas no rock'n'roll dos anos 1950 e letras mais incisivas do que nunca. Em "Pennyroyal tea", ele canta: "Sit and drink pennyroyal tea/ Distill the life that's inside of me/ I'm anemic royalty". Ao jogar com a sonoridade das palavras – pennyroyal tea é um tipo de chá abortivo, mas também soa como penny royalty, ou "a realeza miserável" –, Cobain expõe com sensibilidade cortante a contradição fundamental da música dos anos 1990, da qual ele foi vilão e mártir. Em "Very ape", ele avisa, cheio de auto-ironia: "If you ever need anything please don't/ Hesitate to ask someone else first/ I'm too busy acting like I'm not naive" ("Se você um dia precisar de algo/ Não hesite em pedir a outro primeiro/ Estou muito ocupado tentando não parecer ingênuo"). Gravado com perfeição pelo herói underground Steve Albini, "In utero" é o resumo exato de tudo que o grunge significou: peso, lentidão, punk, metal, pop, sarcasmo e um senso de humor inteligente, despretensioso e que vivia em constante flerte com o abismo. Ainda não inventaram termo mais adequado para definir algo assim do que "obra-prima". ![]() Nevermind – Nirvana (Geffen, 1991) Em 1991, o Nirvana já tinha deixado de ser uma banda obscura – de uma cidade mais obscura ainda – para ser um nome conhecido no circuito universitário dos EUA. Para o segundo disco, Kurt Cobain queria se distanciar da sujeira lo-fi de "Bleach" e partir para refrões mais melódicos, inspirados em seus heróis R.E.M. e Pixies. Quando o trio assinou com a Geffen Records, já se esperava que eles pagassem o investimento de US$ 65 mil. Mas o que veio em seguida não cabia nem nos sonhos mais febris dos executivos da gravadora. Na esteira do sucesso estrondoso de "Smells Like Teen Spirit", Nevermind vendeu milhões (até hoje, estima-se, foram mais de 26) e desbancou medalhões como Michael Jackson, U2 e Metallica. Com uma coleção irretocável de hits, "Nevermind" era a síntese do melhor do rock nas duas décadas anteriores: estão ali o punk dos Sex Pistols, o pós-punk do Raincoats e do Killing Joke, o sludge metal do Melvins, o college rock dos Replacements. Por causa deste disco, 1991 ficou conhecido como o ano em que o mundo finalmente se rendeu ao ritmo feio, sujo, niilista e de humor implacável que perambulava os subterrâneos desde o final dos anos 1960. ![]() Every good boy deserves fudge – Mudhoney (Sub Pop, 1991) Se "Superfuzz Bigmuff" é o disco clássico do Mudhoney, "Every good boy..." é onde o quarteto eleva a riqueza de suas referências underground à máxima potência. Aqui, a podreira herdada dos Sonics e Stooges, que delineou o início da carreira do grupo, se encontra com raízes mais profundas, como a surf music e o blues. À vontade sob a batuta do produtor e amigo Conrad Uno, Mark Arm e Steve Turner experimentam com gaita, órgão e violão. Mas o requinte das criações não significa cair no esnobismo ou no vazio experimentalóide: "Let it slide" e "Something so clear" são clássicos dignos da melhor tradição do garage rock do Noroeste dos EUA. Em "Thorn", Steve Turner injeta gasolina em uma base rockabilly enquanto Mark Arm uiva, entre Iggy Pop e Ozzy Osbourne, "I've got a thorn in my side/ About the size of your eye" ("Tem um espinho enfiado no meu corpo/ Do tamanho do seu olho"). O disco segue com o pé no acelerador em "Into the Drink", um dos melhores refrões do Mudhoney e grunge até o fundo do copo. Arm já declarou que para ele a guitarra de Turner é equivalente a um quadro do pintor expressionista Jackson Pollock. Aqui, as cores adicionadas aos contornos obtusos do Mudhoney dão força especial à analogia. ![]() Superunknown – Soundgarden (A&M, 1993) O Soundgarden sempre representou a variável metal na equação do grunge. Mas o background punk dos integrantes da banda – especialmente do guitarrista Kim Thayil – evitou que eles ficassem ao lado de Metallica e Guns N' Roses na história do rock. Desde o lançamento do EP "Screaming life" – um dos primeiros discos do catálogo da Sub Pop –, ficou claro que, além das levadas à Led Zeppelin e dos riffs arrastados à Black Sabbath, a banda agregava idéias gestadas no underground norte-americano dos anos 1980. Em "Superunknown", essas influências encontram o ápice criativo de um grupo que minimizou, como poucos conseguiram à época, o desgaste do sucesso comercial. As afinações peculiares da guitarra de Thayil produzem momentos memoráveis, como o solo da faixa-título e os acordes mortificantes de "The day I tried to live". Chris Cornell alterna a agressividade de costume, em faixas como "Let me drown" e "My wave", com duas baladas surpreendentes, "Fell on black days" e o maior sucesso da banda até hoje, "Black hole sun". ![]() Bricks are heavy – L7 (Slash, 1992) Quando o grunge parecia irremediavelmente dominado por machos atormentados de Seattle, um quarteto de garotas da Califórnia jogou tempero na mistura. Gravado por Butch Vig, mesmo produtor de "Nevermind", "Bricks are heavy" era sujo como um disco grunge tinha que ser, mas trazia ironia, engajamento e diversão em doses inéditas entre as 40 mais tocadas nas rádios de então. Em "Wargasm", Donita Sparks canta contra a guerra no Iraque (a daquela época) bradando "The Pentagon knows how to turn us on" ("O Pentágono sabe nos deixar com tesão"). "Everglade" é um típico hino riot grrrl com espírito hot-rod e levada grunge. O eterno hit "Pretend we're dead" usa o refrão irresistível para tentar virar o jogo da apatia juvenil dos anos 1990. Defensoras do aborto, banidas da coalizão cristã, nenhuma banda feminina apavorou tanto quanto esta, e nenhum disco de garotas punk chegou tão longe quanto este. ![]() Sweet oblivion – Screaming Trees (Epic, 1992) De todas as bandas do grunge, o Screaming Trees talvez seja a que mais tenha dado continuidade à trilha aberta por bandas como Replacements, Pixies e R.E.M. nos anos 1980. Em adição ao college rock desses nomes, porém, Mark Lanegan e os irmãos Gary Lee e Van Conner incorporaram referências da psicodelia, do folk, do country e do hard rock, criando uma obra tão única quanto subestimada. Em "Sweet oblivion", segundo disco dos Trees por uma grande gravadora, essas influências aparecem por todo o disco, balanceadas pela voz aveludada e inconfundível de Lanegan. Em "Shadow of the season", "Dollar bill" e na saudosa "Nearly lost you" (incluída na trilha sonora do filme "Singles – vida de solteiro", que retratava a Seattle dos anos 1990), sua voz e suas letras atingem um nível de refinamento que o coloca entre os grandes nomes daquela geração. ![]() Stoner witch – Melvins (Atlantic, 1994) O fato de um disco como "Stoner witch" ter sido lançado por uma grande gravadora é prova do delírio dos anos grunge e do poder da palavra de Kurt Cobain. Idolatrados pelo líder do Nirvana, King Buzzo e cia. lançaram três primores do horror pela Atlantic, dos quais este é o segundo. Sucessor do também clássico "Houdini", de 93, "Stoner witch" ajudou um número maior de pessoas a entender melhor os motivos por que o Melvins é uma referência tão forte aos grupos do grunge. Estão aqui todos os elementos mais prezados pelos supergrupos da época: guitarras modorrentas, climas febris, baterias tão rudes como complexas, levadas hardcore, humor niilista. Além disso, os fraseados de guitarra de Buzzo e a métrica absurda da bateria de Dale Crover em faixas tão distintas como "Sweet willy crowbar" e "Goose freight train" borram a fronteira do grunge em direção ao free jazz. Esse lado dos Melvins, que atingiu seu auge em "Stoner witch", é influência direta de uma escola de desajustados que vai de Mike Patton a Mastodon. Bíblia de referência para a memória seqüelada do grunge. ![]() Ten – Pearl Jam (Epic, 1992) Ainda que muitos torçam o nariz para os trejeitos hard-rock deste disco – que a banda tentou escamotear a todo custo no decorrer da carreira –, é inegável que "Ten" teve um papel central na explosão não só do grunge mas de todo o chamado rock alternativo. Fruto da dissolução do Green River – banda seminal de Seattle, mas mal resolvida musicalmente –, o Pearl Jam já nasceu como candidato assumido ao posto de banda grande. Puxado pelo sucesso do grupo na edição do Lollapalooza daquele ano, "Ten" foi reproduzido incessantemente nas rádios college e estourou para as FMs. Incorporando um groove funkeado – algo entre Red Hot Chili Peppers e Fugazi – a riffs vindos do hard-rock e do heavy metal, a guitarra de Stone Gossard foi o veículo perfeito para a voz potente e grave de Eddie Vedder, que fugia de todos os padrões desse estilo na época. Retratando de forma incisiva a distopia da Geração X, músicas como "Why go" e a épica "Jeremy" se tornaram hinos instantâneos. Atormentado, paranóico e com um talento único para refrões, Eddie Vedder ocupou nos anos 1990 um posto semelhante ao que havia sido de Pete Townshend nos 1970.
23 Feb 2009
QUOTE G1 apresenta 15 discos para entender o EMO.
Do punk ao indie, lista mostra as principais influências do gênero. Surgido nos 80, estilo influenciou nomes como NxZero e Fall Out Boy. Popularizado por bandas como NxZero e Fall Out Boy, o emo é um dos gêneros musicais mais influentes e controversos do rock atual. Rótulos e preconceitos à parte, o G1 preparou uma lista de bandas e discos que ajudam a entender as raízes históricas e musicais do estilo, para além das franjas e maquiagens exibidas por ídolos e fãs. A seleção a seguir pretende mostrar, de forma cronológica, os diferentes significados que o emo já adquiriu ao longo dos anos, partindo das raízes pré-emo e passando também por bandas que influenciaram o gênero, mesmo vindo de um outro background, até os representantes da cena atual. Mesmo que nenhum artista até hoje goste de se associar muito ao gênero, o termo “emo-core”, de onde saiu a abreviação “emo” (de “emocional”) teve lugar e época para nascer: foi cunhado em 1984, em Washington, capital dos EUA, como insulto para as bandas que participavam do movimento conhecido como Revolution Summer. Bandas punks como Rites of Spring e Embrace (de Ian McKaye, que viria a formar o Fugazi) tratavam a esfera pessoal como se fosse política e, dizem, faziam as pessoas chorarem em seus shows, tamanha a intensidade das apresentações. Mas é Andy Greenwald, autor de “Nothing feels good: punk rock, teenagers and emo” (“Nada está bem: punk rock, adolescentes e emo”, em inglês”), quem oferece a definição mais precisa (e sarcástica) do emo, como “talvez, o gênero musical mais adolescente que existe: ultra dramático, inclinado à poesia ruim, transbordando romance e auto-repulsa, acabando antes que você perceba”. ![]() Buzzcocks - “Singles going steady” (EMI, 1979) Esta coletânea de singles da banda inglesa (de Manchester, terra do pós-punk depressivo do Joy Division e dos Smiths) traduz bem o universo particular do vocalista e principal compositor da banda, Pete Shelley. Se os Sex Pistols queriam “anarquia no Reino Unido” e o Clash ensejava a revolução a partir de um “chamado de Londres”, Shelley sabia que nunca conseguiria ir a lugar nenhum com seu coração partido. “What do I get” reclama sobre não se ter ninguém para amar, mas as coisas pioram em “Ever fallen in love with someone (you shouldn't fall in love with)” - quando a própria paixão é o erro e o crime. “Everybody's happy nowadays” vai além do próprio lamento por ser o único a sofrer de amor no mundo - na verdade, a letra diz, “a vida é uma ilusão, e o amor é um sonho”. É impossível achar algo mais emocionalmente desesperado na geração 77 do punk rock. ![]() Hüsker Dü - “Zen arcade” (SST, 1984) Da geração que criou o hardcore norte-americano no começo dos anos 80, o trio de Minneapolis foi o primeiro a abandonar as letras tradicionalmente políticas em favor de uma música que refletisse os anseios e dúvidas pessoais de seus integrantes. “Política vem e vai”, disse o vocalista Bob Mould no lançamento de “Metal circus”, EP que separou a banda do hardcore mais ortodoxo da época. “Mas nós ainda somos humanos, e isso nunca vai mudar, e é sobre isso que queremos cantar.” O Hüsker Dü gravou e mixou sua obra-prima, um álbum duplo, ao longo de meras 85 horas. Uma ópera-punk, “Zen arcade” conta a história de um garoto que sai de casa e tem que enfrentar sozinho um mundo cheio de incertezas. “Broken home, broken heart” trata de problemas familiares, “What´s going on” fala sobre a própria sanidade mental, “Masochism world” fala sobre um mundo doloroso demais para se suportar. A banda ainda iria ter outros grandes momentos, incluindo dois discos lançados pela gravadora Warner. Mas nenhum deles chegou ao nível atingido por “Zen arcade”. ![]() Rites of Spring - “End on end” (Dischord, 1986) Washington DC, capital dos EUA, teve uma importante cena hardcore no começo dos anos 1980, graças, especialmente, a Ian McKaye, fundador do selo Dischord e líder da banda Minor Threat. Após o fim da banda, a cena começou a ficar mais violenta e desorganizada. Então McKaye e os seus amigos resolveram criar um novo movimento - que foi rapidamente batizado de Revolution Summer. Um dos pontas-de-lança das novas idéias era o Rites of Spring, comandado por Guy Picciotto. No coração político dos EUA, a banda ia fundo nas próprias emoções - e perguntava, em “Theme”: “Se eu começasse a chorar, você choraria também?”. O Rites of Spring começou a apontar para uma nova dinâmica entre instrumentos, onde a pulsação constante e ritmada do hardcore dava lugar a momentos de silêncio, riffs de guitarra mais espaçados, preocupados com texturas, bateria procurando contratempos e trocando de ritmos. Sobre tudo isso, a voz de Picciotto, desesperado, vomitando os seus piores medos e se expondo sem pudores. A banda fez apenas catorze shows e gravou um álbum e um EP, ambos reunidos na coletânea “End on end”. “Existe alguma beleza nas promessas quebradas?”, pergunta em “Silence / Words away” - nada muito diferente das bandas emo de hoje em dia. ![]() Embrace - “Embrace” (Dischord, 1987) Como aconteceu diversas vezes, com diferentes bandas, ao longo da década de 80 no cenário do rock independente norte-americano, o disco de estréia do Embrace só foi lançado depois do fim do grupo. Liderado por Ian McKaye, o Embrace era musicalmente menos abrasivo que o Rites of Spring, mas as letras eram mais diretas. Fundador involuntário do movimento straight edge (que pregava abstinência de drogas e álcool, entre outras coisas) quando era vocalista do Minor Threat, McKaye convocava cada indivíduo da platéia à reflexão sobre suas próprias atitudes. “Suas emoções são nada exceto política/ Então controle-se”, cantava em “No more pain”, listando drogas e atitudes que eram apenas escapes para os adolescentes de uma Washington em declínio social. “Dinheiro não tem nada a ver com o valor da vida”, diz “Money”, “Você se põe à venda/ E então logo se vê esgotado”. Nunca a idéia de vida pessoal enquanto política foi levada tão a sério. ![]() Fugazi - 13 songs (Dischord, 1989) Depois de influenciar toda uma geração com o Embrace e o Rites of Spring (numa “primeira onda do emo”, que incluía bandas como Dag Nasty e Nation of Ulysses) Picciotto e McKaye, ao lado do baixista Joe Lally e do baterista Brendan Canty, formaram o Fugazi. Na verdade Picciotto juntou-se à banda depois de formada, após o fim de seu projeto Happy Go Licky. Desta lista, o Fugazi seguramente é uma das bandas menos associadas ao emo (apesar do passado de seus integrantes), mas sua música foi essencial ao influenciar bandas que carregariam o rótulo década de 90 adentro. Incorporando influências do dub via Joe Lally e ainda utilizando as explosões de energia e as letras pessoais dos projetos anteriores, o Fugazi fundiu experimentação com refrões poderosos (“Waiting room”, faixa de abertura desse álbum que junta os dois primeiros EPs da banda, é quase um hino) e abriu caminho para toda uma nova leva de garotos angustiados e suas guitarras inquietas. ![]() Jawbreaker - “24 hour revenge therapy” (Tupelo/Communion Records, 1994) O terceiro disco desse trio californiano ajudou a dar cara para tudo que seria rotulado de emo a partir de então - inclusive eles próprios. Produzido por Steve Albini, “24 hour revenge therapy” trouxe um Jawbreaker menos preocupado, mas ainda assim emocionalmente carregado - especialmente depois da cirurgia que o vocalista Blake Schwarzenbach teve que fazer na garganta. O Jawbreaker foi uma das primeiras bandas da “segunda geração” do emo a assinar com uma grande gravadora - no caso, a Geffen, mesma gravadora do Nirvana - fruto da corrida ao ouro que as majors promoveram depois do estouro do rock alternativo nos anos 90 e do fenômeno pop-punk representado pelo Green Day. “24 hour revenge therapy” é mais ensolarado que a maior parte da produção emo da época, mais ainda mantém a aura abrasiva da banda - especialmente no começa-e-pára de músicas como “Outpatient”. Em “Boxcar”, um recado que será ouvido com atenção pelas bandas da próxima década: “Você não é um punk, estou dizendo isso para todo mundo/ Mas você nao precisa responder, eu também nunca fui um”. ![]() Sunny Day Real Estate - "Diary" (Sub Pop, 1994) Se existe uma fórmula exata para o emo como o conhecemos, ela está dissertada ao longo do álbum de estréia desta banda de Seattle. Aposta forte da gravadora Sub Pop depois que o furacão das gravadoras arrastou todas as bandas grunge para longe de seus domínios, o Sunny Day Real Estate apostava em melodias circulares (o riff dos versos de "In circles" é um bom exemplo) e na dinâmica de silêncio e barulho que remete tanto ao indie rock do Pixies quanto ao som do Fugazi. Numa época em que emo era apenas um subgênero do punk rock e do indie, o Sunny Day Real Estate conseguiu dar dignidade ao rótulo, com uma produção esmerada num disco de estréia cheio de segredos, segundas vozes, linhas melódicas sobrepostas, peso e, claro, tristeza, choro e ranger de dentes. Dave Ghrol, ex-baterista do Nirvana, ficou tão impressionado que roubou o baixista Nate Mandel para montar seu Foo Fighters - e partes de "In circles", para compor "My hero", sua elegia a Kurt Cobain. ![]() Weezer - "Pinkerton" (Geffen, 1996) Os fãs brasileiros de Weezer vão chiar e reclamar, mas é impossível traçar uma história recente do emo sem citar o segundo álbum da banda de Rivers Cuomo. Se no "álbum azul", disco de estréia, o Weezer soava como uma banda de nerds que gostavam de jogar RPG, fingirem ser Buddy Holly e tirar os seus suéteres por aí, em "Pinkerton" a depressão pega de verdade. Rivers Cuomo parece anteceder em cinco anos o tom confessional dos blogs e fotologs da virada do milênio. O que era para ser uma "space opera rock" chamada "Songs from the black hole" transmutou-se durante sua composição e gravação no diário de Cuomo - o cantor está ali, exposto, sem meias-palavras. Ele se apaixona por uma lésbica ("Pink triangle"), se cansa de uma suposta vida sexual desregrada ("Tired of sex") e tem medo de se apaixonar por uma fã japonesa que ele imagina ser menor de idade ("Across the sea"). Diametralmente oposto ao Sunny Day Real Estate, "Pinkerton" é um disco de dissonâncias e falhas não-intencionais, que só reforçam a imagem humana e imperfeita de Cuomo.
21 Feb 2009
![]() Save Me From Myself [EN] [PT] # "Author's Note" [EN] [PT] # "Prologue" [EN] [PT] # "Save Me From Myself" "Part I: To Hell and Back" [EN] 1 "Life Begins in Bako" [EN] 2 "It All Comes Together" [EN] 3 "The Final Piece" [EN] 4 "It Starts to Come Apart" [EN] 5 "Life Changes" [EN] 6 "I Fall to Pieces" [EN] 7 "...And Get Put Back Together" "Part II: Heaven on Earth" [EN] 8 "I Go Public" [EN] 9 "Tongues" [EN] 10 "Head Hunting in India" [EN] 11 "Into the Desert" [EN] 12 " I Go Through Hell Again" [EN] # "Epilogue" [EN] # "Acknowledgements" Download: RapidShare Créditos: FunkySouls Fórum edit: EN - links individuais para cada parte do livro em inglês hospedado no 4shared PT - links individuais para cada parte do livro em português hospedado no 4shared
29 Jan 2009
Artwork do novo álbum do Static-X
![]() Confira a seguir o artwork e a tracklist do novo álbum do Static-X, “Cult of Static”, que será lançado no dia 17 de Março pela Reprise Records 01. Lunatic (feat. Dave Mustaine) 02. Z28 03. Terminal 04. Hypure 05. Tera-Fied 06. Stingwray 07. You Am I 08. Isolaytore 09. Nocturnally 10. Skinned 11. Grind 2 Halt Fonte: HORNSUP --------------- 01. Lunatic (feat. Dave Mustaine)?? O_o Participação do vocalista da MEGADETH? Pelo jeito, esse álbum vai ser um lixo! hahaha
28 Jan 2009
QUOTE Videogames tornam vida social ruim, diz estudo
Um estudo realizado pela Brigham Young University, uma instituição norte-americana, afirma que os videogames são a porta de entrada para relações familiares ruins e hábitos sociais pobres. O estudo foi conduzido com 813 estudantes universitários daquele País, recolhendo informações sobre seus hábitos com videogames e quanto tempo se gasta com as relações familiares e amigos e o nível de afeto envolvido. A condução do estudo foi elaborada por Alex Jensen e sua mentora Laura Walker, que possui um Nintendo Wii na família. Os resultados do estudo serão publicados no Journal of Youth and Adolescence. É possível que jovens adultos se retirem de envolvimentos sociais importantes para jogar videogame, ou que pessoas com relações já complicadas tentem buscar outras formas de gastar seu tempo, afirma Laura Walker em um depoimento. Minha opinião é que acontece os dois e isso se torna cíclico. Jensen revela que está curioso sobre o impacto que os resultados terão nos casais jovens, já que três em cada quatro homens contra quase uma em cada cinco mulheres jogam videogames. O desequilíbrio de gênero levanta a questão de quando perseguir uma pontuação maior será mais interessante que passar um tempo com uma namorada ou esposa, diz Jensen em um depoimento. Fonte: Yahoo! Tecnologia |
Comentários
Outros usuários não deixaram comentários para Stephen Carpenter.
Amigos
|
| Versão Simples | Horário: 7th September 2010 - 09:57 PM |